Fazenda das Palmeiras
Em 2 de novembro de 1845, um grupo de moradores colocou numa parte da Fazenda das Palmeiras uma cruz de madeira. Naquela época era ali que se pretendia construir primeiramente uma igreja, para o surgimento de um povoado. Começava ali um processo que, oficialmente, só seria finalizado onze anos depois, em 1856.
“Em 2 de novembro de 1845, no bairro das Palmeiras, colocou-se uma cruz, de madeira, iniciando-se o processo que se arrastou por quase onze anos, para a formação de um patrimônio para a capela de São Sebastião. Essa região fazia parte de São Simão, do Bispado de São Paulo. A cruz resistira até por volta de 1853. Parte da mesma se encontra em exposição no Museu Municipal de Ribeirão Preto, em uma redoma de vidro, no nicho de um oratório da família Emboaba.
Por volta de 1954 foi colocada uma segunda cruz, de cimento, que resistiu por algum tempo, em frente da capela daquele bairro de Ribeirão Preto. Em 2 de novembro de 1975 (130º aniversário da primeira missa campal) foi colocada uma terceira cruz, por dom Bernardo José Bueno Miele, arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto”.
Até 2003, na base da cruz que sinaliza o local exato onde estava a original de madeira, existia uma placa de ferro, instalada pela Prefeitura, com a seguinte frase: “Marco da 1ª manifestação civilizatória de Ribeirão Preto”. É o reconhecimento oficial de que foi ali que se manifestou, pela primeira vez, o desejo dos habitantes dessas terras em formar um povoado.
Quem passa pela avenida Antônia Mugnatto Marincek, a popular “Estrada das Palmeiras”, acesso aos bairros do chamado Complexo Ribeirão Verde, já deve ter reparado no cruzeiro localizado defronte a Igreja de Santa Rita de Cássia das Palmeiras. Mais do que um monumento de cimento, é o passado mais remoto da história de Ribeirão Preto. A missa campal de 2 de novembro de 1845, ao redor daquela cruz de madeira foi celebrada pelo vigário de São Simão, que tinha jurisdição sobre essas terras.
É o primeiro registro histórico da doação de terras para a construção de uma igreja e o surgimento de um povoado que só vai terminar em 19 de junho de 1856, quando um juiz dá um despacho favorável à demarcação do patrimônio de São Sebastião em terras doadas a alguns quilômetros de distância do local onde se pretendia fundar um povoado – em vez da Fazenda das Palmeiras (hoje Jardim das Palmeiras), a vila nasceu em parte da Fazenda da Barra do Retiro (área central de Ribeirão Preto).
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Você sabia? Ribeirão Preto começou com uma cruz de madeira assentada no meio do bairro das Palmeiras em 1845 e hoje é uma das potências do interior do Brasil?
Tudo começou quando José Mateus dos Reis doou terras para erguer uma capela em louvor a São Sebastião das Palmeiras. Depois vieram novas doações de famílias como Bezerra, Alves, Antunes, Gonçalves, Pedroso, Terra e tantas outras, formando o patrimônio que daria origem à cidade. Aos poucos, surgiram os fundadores que empurraram Ribeirão pra frente, entre eles Bernardo e Antônio Alves Pereira, Manuel do Nazareth Azevedo e vários padres pioneiros.
Com o tempo, o pequeno núcleo virou distrito, vila, depois cidade – passando até a se chamar Entre Rios por alguns anos, antes de voltar ao nome Ribeirão Preto.
Hoje são 731.639 habitantes (2025), PIB per capita de R$ 55.484,91, mais de 350 mil trabalhadores formais, salário médio de 2,7 salários mínimos, 189 escolas de ensino fundamental, 83 de médio, 98,04% de esgotamento sanitário e 91,43% de ruas arborizadas.
De patrimônio de Capela São Sebastião para Capital Regional é uma história de atividade e crescimento sem igual.
Ribeirão Preto/SP