quinta-feira, 12 de março de 2026

FUNDAÇÃO DE VILLA BONFIM




                                                       Inauguração em Villa Bonfim

                        Esta foto comprova a fundação de Villa Bonfim, inaugurando-se também a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Podemos ver o povo da cidade na época.

Esta é a primeira estação, originada em 10 de Fevereiro de 1894, foi ampliada a partir do ano de 1915 para atender a necessidade dos fazendeiros de café da época, e entre eles estava Dona Iria Alves da Cunha Junqueira, conhecida como "rainha café", no "Pau Alto" que era uma de suas fazendas ela morava.

          Podemos ver ao fundo as obras da contrução de uma casa existente até hoje, na esquina da  Praça  Bonfim com Rua Coronel Furquim, ao centro da foto está o povo assistindo à missa campal.


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

FUNDAÇÃO DE RIBEIRÃO PRETO


                                                                Fazenda das Palmeiras 

Em 2 de novembro de 1845, um grupo de moradores colocou numa parte da Fazenda das Palmeiras uma cruz de madeira. Naquela época era ali que se pretendia construir primeiramente uma igreja, para o surgimen­to de um povoado. Começava ali um processo que, oficialmente, só seria finalizado onze anos depois, em 1856. 



“Em 2 de novembro de 1845, no bairro das Palmeiras, colocou-se uma cruz, de madeira, ini­ciando-se o processo que se ar­rastou por quase onze anos, para a formação de um patrimônio para a capela de São Sebastião. Essa região fazia parte de São Simão, do Bispado de São Paulo. A cruz resistira até por volta de 1853. Parte da mesma se encontra em exposi­ção no Museu Municipal de Ribeirão Preto, em uma redoma de vidro, no nicho de um ora­tório da família Emboaba. 




Por volta de 1954 foi colocada uma segunda cruz, de cimento, que resistiu por algum tempo, em frente da capela daquele bairro de Ribeirão Preto. Em 2 de no­vembro de 1975 (130º aniversá­rio da primeira missa campal) foi colocada uma terceira cruz, por dom Bernardo José Bueno Miele, arcebispo metropolitano de Ribeirão Preto”. 


Até 2003, na base da cruz que sinaliza o local exato onde estava a ori­ginal de madeira, existia uma pla­ca de ferro, instalada pela Prefeitura, com a seguinte frase: “Marco da 1ª ma­nifestação civilizatória de Ribei­rão Preto”. É o reconhecimento oficial de que foi ali que se mani­festou, pela primeira vez, o desejo dos habitantes dessas terras em formar um povoado.

Quem passa pela avenida Antônia Mugnatto Marincek, a popular “Estrada das Palmeiras”, acesso aos bairros do cha­mado Complexo Ribeirão Verde, já deve ter reparado no cruzeiro localizado de­fronte a Igreja de Santa Rita de Cássia das Palmeiras. Mais do que um monumento de cimento, é o passado mais remoto da his­tória de Ribeirão Preto. A missa campal de 2 de novembro de 1845, ao redor daquela cruz de madeira foi ce­lebrada pelo vigário de São Si­mão, que tinha jurisdição sobre essas terras. 

É o primei­ro registro histórico da doação de terras para a construção de uma igreja e o surgimento de um povoa­do que só vai terminar em 19 de junho de 1856, quando um juiz dá um despacho favorável à demarcação do patrimônio de São Sebastião em terras doadas a alguns quilômetros de distân­cia do local onde se pretendia fundar um povoado – em vez da Fazenda das Palmeiras (hoje Jardim das Palmeiras), a vila nasceu em parte da Fa­zenda da Barra do Retiro (área central de Ribeirão Preto).


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Você sabia? Ribeirão Preto começou com uma cruz de madeira assentada no meio do bairro das Palmeiras em 1845 e hoje é uma das potências do interior do Brasil?

Tudo começou quando José Mateus dos Reis doou terras para erguer uma capela em louvor a São Sebastião das Palmeiras. Depois vieram novas doações de famílias como Bezerra, Alves, Antunes, Gonçalves, Pedroso, Terra e tantas outras, formando o patrimônio que daria origem à cidade. Aos poucos, surgiram os fundadores que empurraram Ribeirão pra frente, entre eles Bernardo e Antônio Alves Pereira, Manuel do Nazareth Azevedo e vários padres pioneiros.

Com o tempo, o pequeno núcleo virou distrito, vila, depois cidade – passando até a se chamar Entre Rios por alguns anos, antes de voltar ao nome Ribeirão Preto.

Hoje são 731.639 habitantes (2025), PIB per capita de R$ 55.484,91, mais de 350 mil trabalhadores formais, salário médio de 2,7 salários mínimos, 189 escolas de ensino fundamental, 83 de médio, 98,04% de esgotamento sanitário e 91,43% de ruas arborizadas.

De patrimônio de Capela São Sebastião para Capital Regional é uma história de atividade e crescimento sem igual.

Ribeirão Preto/SP